MANAUS - O ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwazenegger, e o cineasta James Cameron deram início, na manhã desta quinta-feira (23), à programação do 2 Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus. Eles defenderam, em coletiva de imprensa, a utilização de energias renováveis para evitar uma crise ecológica.
Os palestrantes consideram importante o envolvimento de órgãos governamentais e privados em fóruns ambientais. "Conferências como esta são boas para compartilhar ideias. Posso levar para a Califórnia bons programas utilizados no Amazonas, assim como o governador daqui pode fazer o mesmo", ressaltou Schwazenegger.
Também houve destaque à importância da utilização de fontes renováveis, como a água, energias solar e eólica. Schwazenegger afirmou que mobilizará governantes de diversos países para criação de uma política de "energia verde".
O ex-governador ainda elogiou o governo Lula pela preocupação com o meio ambiente ao incentivar políticas de desenvolvimento sustentável. "O Brasil, apesar de todas as dificuldades, se destaca em utilização de energias renováveis. O etanol é um sucesso", lembrou.
Confira galeria de fotos do Fórum Mundial
Segundo James Cameron, "não trabalhar com sustentabilidade é como construir uma casa em areia movediça". O cineasta criticou as políticas de energia no Brasil. "A Alemanha, que passa por grandes invernos tem 20% de energia de fonte solar. Por que o Brasil, que é um país tropical, não pode ter também?", questionou.
James Cameron destacou que o Brasil deve ser exemplo em políticas ambientais, e ressaltou a importância do desenvolvimento de estudos sobre o uso da água para manejar o recurso de maneira a não prejudicar a natureza.
"Precisamos de heróis, mas estes precisam ser vocês. Os heróis do meio ambiente devem ser os populares, e não apenas os governantes. É importante reconhecer a magnitude dos recursos que temos", lembrou.
Schwazenegger, em tom de brincadeira, comparou a ação dos defensores da natureza à filmes de ficção científica. "No cinema, a solução seria utilizar uma máquina do tempo para voltar ao passado e corrigir nossos erros. Ensinaríamos às pessoas o que é sustentabilidade, para que elas cuidassem do meio ambiente", disse.
O ator, relacionando o desenvolvimento sustentável à famosas falas do filme "Exterminador do Futuro", brincou que irá dizer 'hasta la vista' a todos os problemas com combustíveis fósseis e 'I'll be back' (do inglês, 'voltarei') para resolver questões de sustentabilidade.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Brasil precisa esperar 3ª geração de usinas nucleares
O Brasil deve aguardar o desenvolvimento de novas tecnologias de construção e funcionamento de usinas nucleares antes de tomar a decisão de incrementar o Programa Nuclear Brasileiro.A opinião é do professor Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Segundo ele, na próxima década, a partir de 2020, começará a instalação de usinas de terceira e quarta geração, que serão mais seguras e econômicas, produzirão menos rejeitos e terão controle digital.
Em audiência pública no Senado, Pinguelli disse na quinta-feira que projetos de terceira geração já estão em andamento em outros países, e o programa brasileiro deveria aguardar.
"O Brasil pode esperar", aconselhou, ao lembrar que o país já domina boa parte da tecnologia nuclear, tem uma usina em construção (Angra 3) e está gerando conhecimento ao construir, em parceria com a Argentina, um reator multifuncional.
Pinguelli foi ao Senado junto com o professor Aquilino Senra Martinez, também da Coppe/UFRJ. Segundo Martinez, o plano plurianual da EPE (Empresa de Pesquisa Energéticas) não prevê uso de energia nova vinda de outras usinas, além das instaladas atualmente ou da Usina Angra 3, que deverá estar pronta em 2020.
Juntos, os dois especialistas sugeriram aos senadores cobrar da empresa estatal Eletronuclear --responsável pelas usinas Angra 1, 2 e 3-- informações sobre o posicionamento dos geradores de emergência que são acionados em caso de falha no fornecimento de energia para o resfriamento dos reatores, problema ocorrido na usina nuclear de Fukushima Daiichi, após o terremoto do dia 11 no Japão, seguido de tsunami.
PLANOS DE EVACUAÇÃO
Pinguelli e Martinez disseram que os senadores devem cobrar da Defesa Civil (nas esferas municipal, estadual e federal) informações sobre o plano de evacuação de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, em caso de acidente nas usinas.
Segundo Pinguelli, "os planos de emergência internos às usinas são adequados", mas o plano de emergência externo, não. "Eu não gostei quando as Forças Armadas saíram do plano porque não tinham equipamento."
Martinez chamou atenção para a falta de destinação correta dos resíduos de baixa e média atividade radioativa, que não podem ser reaproveitados e que, hoje, são mantidos nas usinas.
De acordo com ele, esse procedimento está fora do procedimento previsto na legislação (Lei 10.308/2001). "A Cnen [Comissão Nacional de Energia Nuclear] tem condições financeiras e técnicas de executar o que esta Casa mandou? Isso deve ser, de imediato, cobrado."
Após a audiência pública, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou atenção para o fato de não haver no país uma agência reguladora para a área nuclear.
Na próxima semana, as comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle deverão convidar, para uma nova audiência pública sobre o tema, o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Dilma ampliará licença da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos
A presidenta Dilma Rousseff anunciou que vai prorrogar por 50 anos a licença da Zona Franca de Manaus. Ao deixar o Teatro Amazonas, onde lançou ontem (22) o Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, Dilma disse que também estenderá aos demais estados da Região Norte o modelo tributário da zona franca. A renovação se dará a partir de 2013, quando termina o prazo de operação."O governo decidiu prorrogar a Zona Franca de Manaus por 50 anos a partir da data do seu vencimento e queremos estender este modelo a toda a região", disse a presidenta.
A licença da zona franca foi prorrogada pela primeira vez de 1997 para 2007. Em 1998, o prazo foi ampliado para 2013.
A Zona Franca de Manaus foi criada em 1957 para funcionar como um porto livre. Dez anos depois, o governo reformulou o modelo, estabelecendo incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário na Amazônia.
O atual modelo envolve uma área física de 10 mil quilômetros quadrados (km²), tendo como centro a cidade de Manaus e está assentado em incentivos fiscais e extrafiscais.
Dilma ressaltou que a ampliação da zona franca funciona como uma proteção para a floresta, na medida em que oferece uma opção de desenvolvimento sem destruição da biodiversidade da Amazônia.
"É muito importante ter uma alternativa que não tenha a ver com a destruição da selva e, sim, com a preservação da biodiversidade", considerou Dilma. “Vamos criar um muro virtual de proteção à floresta e à biodiversidade”, disse a presidenta.
Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus
Principal proposta do evento é demonstrar o valor econômico e ambiental da floresta amazônica
Políticos, empresários e ecologistas vão discutir um modelo de desenvolvimento sustentável por meio do emprego e da promoção de práticas ecológicas no 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, que começa nesta quinta-feira (24/03) e vai até sábado (26/03), em Manaus, AM.
A proposta principal do evento é demonstrar o valor econômico e ambiental da floresta amazônica, além de definir práticas ecológicas e sustentáveis para transmitir à sociedade.
Entre os convidados da reunião, destacam-se o ex-presidente americano Bill Clinton, o ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o cineasta James Cameron. Clinton falará sobre o modelo de desenvolvimento e sua importância para a Amazônia e para o restante do mundo. O discurso será feito perante um público de 600 representantes do setor empresarial, político e ambiental, que defenderão a importância da reserva natural amazônica e a preservação do meio ambiente.
“É de extrema importância a discussão sobre a proteção ambiental e seus valores sustentáveis”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que ficará a cargo da abertura do evento junto com o governador do Amazonas, Omar Aziz.
Schwarzenegger vai apresentar a conferência “Políticas públicas a favor da sustentabilidade” acompanhado de Cameron, que esteve na primeira edição do fórum no ano passado, quando explicou sua experiência pessoal como cineasta para sensibilizar a sociedade a respeito da urgência em atuar a favor do meio ambiente.
O evento será realizado no hotel Tropical Manaus, que apagará suas luzes na noite de sábado para se unir à campanha “Hora do Planeta”, uma iniciativa da ONG WWF que alerta sobre as consequências do aquecimento global.
“É de extrema importância a discussão sobre a proteção ambiental e seus valores sustentáveis”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que ficará a cargo da abertura do evento junto com o governador do Amazonas, Omar Aziz.
Schwarzenegger vai apresentar a conferência “Políticas públicas a favor da sustentabilidade” acompanhado de Cameron, que esteve na primeira edição do fórum no ano passado, quando explicou sua experiência pessoal como cineasta para sensibilizar a sociedade a respeito da urgência em atuar a favor do meio ambiente.
O evento será realizado no hotel Tropical Manaus, que apagará suas luzes na noite de sábado para se unir à campanha “Hora do Planeta”, uma iniciativa da ONG WWF que alerta sobre as consequências do aquecimento global.
Imazon: Rondônia é responsável por 56% do desmatamento em fevereiro
A Amazônia Legal perdeu 63 quilômetros quadrados de floresta no mês de fevereiro de 211, segundo dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), divulgados hoje (23). O Estado de Rondônia foi responsável por 56% desse total, seguido pelo Pará, com 30%. O restante do desmatamento ocorreu no Mato Grosso (11%) e Roraima (3%).A devastação de fevereiro representa uma redução de 28% em relação a fevereiro de 2010, quando o desmatamento somou 87 quilômetros quadrados. O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a fevereiro de 2011 foi semelhante ao desmatamento acumulado no período anterior (agosto 2009 a fevereiro 2010), 925 quilômetros quadrados e 924 quilômetros quadrados, respectivamente.
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 113 quilômetros quadrados em fevereiro de 2011. Em comparação com fevereiro de 2010, quando a degradação somou 99 quilômetros quadrados, houve um aumento de 14%. A maioria (74%) da degradação florestal ocorreu em Rondônia seguido de longe por Mato Grosso (15%), Pará (7%) e Amazonas (4%).
No acumulado de agosto de 2010 a fevereiro de 2011, a degradação florestal teve um aumento expressivo de 304%, totalizando 3.836 quilômetros quadrados. No perído anterior (agosto de 2009 e fevereiro de 2010) a degradação florestal somou 950 quilômetros quadrados.
Segundo o Imazon, os dados do desmatamento e degradação podem estar subestimados, já que só foi possível monitorar 12% da área florestal na Amazônia Legal em fevereiro. Os outros 88% estavam cobertos por nuvem o que dificultou o monitoramento na região, principalmente no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Pará. Esses Estados tiveram mais de 90% da área florestal coberto por nuvens. No mesmo período do ano passado, a cobertura de nuvens na região era de 70%.
CO2
O relatório elaborado pelo Imazon também calcula o total de CO2 comprometido pelo desmatamento. Em fevereiro de novembro de 2011, o desmatamento detectado pelo SAD comprometeu 4,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente a uma queda de 18% em relação a fevereiro de 2010.
No acumulado do período de agosto 2010 a fevereiro 2011, o desmatamento comprometeu 56 milhões de toneladas de C02 equivalentes, ou seja, uma redução de 6,5% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a fevereiro de 2010) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 60 milhões de toneladas de C02 equivalente.
Histórico Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia em dezembro de 2010, quando o desmatamento foi de 175 quilômetros quadrados. Em janeiro de 2011, quando o desmatamento chegou a 83 quilômetros quadrados, o desmatamento foi maior no Mato Grosso com 57% do total seguido do Pará com 20% e Rondônia com 18%.
Veja o Boletim SAD Fevereiro 2011
Fossil fuels are far deadlier than nuclear power

IN THE wake of the nuclear crisis in Japan, Germany has temporarily shut down seven of its reactors and China, which is building more nuclear power plants than the rest of the world combined, has suspended approval for all new facilities.
But this reaction may be more motivated by politics than by fear of a catastrophic death toll. It may be little consolation to those living around Fukushima, but nuclear power kills far fewer people than other energy sources, according to a review by the International Energy Agency (IAE).
"There is no question," says Joseph Romm, an energy expert at the Center for American Progress in Washington DC. "Nothing is worse than fossil fuels for killing people."
A 2002 review by the IAE put together existing studies to compare fatalities per unit of power produced for several leading energy sources. The agency examined the life cycle of each fuel from extraction to post-use and included deaths from accidents as well as long-term exposure to emissions or radiation. Nuclear came out best, and coal was the deadliest energy source (see graphic).
The explanation lies in the large number of deaths caused by pollution. "It's the whole life cycle that leads to a trail of injuries, illness and death," saysPaul Epstein, associate director of the Center for Health and the Global Environment at Harvard Medical School.
Fine particles from coal power plantskill an estimated 13,200 people each year in the US alone, according to the Boston-based Clean Air Task Force (The Toll from Coal, 2010). Additional fatalities come from mining and transporting coal, and other forms of pollution associated with coal. In contrast, the International Atomic Energy Agency and the UN estimate that the death toll from cancer following the 1986 meltdown at Chernobyl will reach around 9000.
In fact, the numbers show that catastrophic events are not the leading cause of deaths associated with nuclear power. More than half of all deaths stem from uranium mining, says the IEA. But even when this is included, the overall toll remains significantly lower than for all other fuel sources.
So why do people fixate on nuclear power? "From coal we have a steady progression of deaths year after year that are invisible to us, things like heart attacks, whereas a large-scale nuclear release is a catastrophic event that we are rightly scared about," says James Hammitt of the Harvard Center for Risk Analysis in Boston.
Yet again, popular perceptions are wrong. When, in 1975, about 30 dams in central China failed in short succession due to severe flooding, an estimated 230,000 people died. Include the toll from this single event, and fatalities from hydropower far exceed the number of deaths from all other energy sources.
Fossil fuels are far deadlier than nuclear power

IN THE wake of the nuclear crisis in Japan, Germany has temporarily shut down seven of its reactors and China, which is building more nuclear power plants than the rest of the world combined, has suspended approval for all new facilities.
But this reaction may be more motivated by politics than by fear of a catastrophic death toll. It may be little consolation to those living around Fukushima, but nuclear power kills far fewer people than other energy sources, according to a review by the International Energy Agency (IAE).
"There is no question," says Joseph Romm, an energy expert at the Center for American Progress in Washington DC. "Nothing is worse than fossil fuels for killing people."
A 2002 review by the IAE put together existing studies to compare fatalities per unit of power produced for several leading energy sources. The agency examined the life cycle of each fuel from extraction to post-use and included deaths from accidents as well as long-term exposure to emissions or radiation. Nuclear came out best, and coal was the deadliest energy source (see graphic).
The explanation lies in the large number of deaths caused by pollution. "It's the whole life cycle that leads to a trail of injuries, illness and death," saysPaul Epstein, associate director of the Center for Health and the Global Environment at Harvard Medical School.
Fine particles from coal power plantskill an estimated 13,200 people each year in the US alone, according to the Boston-based Clean Air Task Force (The Toll from Coal, 2010). Additional fatalities come from mining and transporting coal, and other forms of pollution associated with coal. In contrast, the International Atomic Energy Agency and the UN estimate that the death toll from cancer following the 1986 meltdown at Chernobyl will reach around 9000.
In fact, the numbers show that catastrophic events are not the leading cause of deaths associated with nuclear power. More than half of all deaths stem from uranium mining, says the IEA. But even when this is included, the overall toll remains significantly lower than for all other fuel sources.
So why do people fixate on nuclear power? "From coal we have a steady progression of deaths year after year that are invisible to us, things like heart attacks, whereas a large-scale nuclear release is a catastrophic event that we are rightly scared about," says James Hammitt of the Harvard Center for Risk Analysis in Boston.
Yet again, popular perceptions are wrong. When, in 1975, about 30 dams in central China failed in short succession due to severe flooding, an estimated 230,000 people died. Include the toll from this single event, and fatalities from hydropower far exceed the number of deaths from all other energy sources.
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