terça-feira, 26 de abril de 2011

Apenas mais 50 anos de Petróleo?


Se as atuais taxas de consumo forem mantidas, dentro de 50 anos o mundo não terá mais petróleo, afirma relatório do banco britânico HSBC. A crescente demanda dos países em desenvolvimento ameaça criar elevações dos preços do óleo muito significativas, de maneira que substitutos, como os biocombustíveis, possam servir como alternativas viáveis, alerta o estudo.
“Estamos confiantes de que restam cerca de 50 anos de óleo”, disse Karen Ward, economista sênior do banco global, em entrevista ao canal de televisão CNBC.
O segundo maior banco do mundo em ativos advertiu ainda que as tendências de crescimento nos países em desenvolvimento, como a China, poderiam colocar até um bilhão de carros a mais nas ruas até meados do século. “Isso é uma tremenda pressão sobre o óleo para alimentar todos esses recursos”, analisa o economista.
Entre as fontes alternativas recomendadas como viáveis pela pesquisa estão os biocombustíveis e o petróleo sintético, feito a partir de carvão, o qual poderia preencher a lacuna de deixada pelos combustíveis fósseis, mas isso só seria aplicado se os preços médios do petróleo ultrapassarem US$ 150 o barril, observou o relatório. “Cada vez mais o abastecimento global se vê apertado e reduzido, entretanto, a tendência é de forçar persistentes e dolorosos choques de preços”, afirmou.
A pesquisa do HSBC mostra ainda que, mesmo sem escassez no abastecimento de petróleo, a distribuição desigual dos recursos energéticos restantes provavelmente vai alterar o equilíbrio do poder econômico global nas próximas décadas. Ela estima que o maior perdedor neste sentido será a Europa, onde a escassez de energia pode prejudicar de forma significativa o crescimento econômico até meados do século. “Os países europeus podem estar perdendo sua influência no cenário mundial justamente no momento em que estão mais vulneráveis”, diz o relatório.

Cientistas alertam para risco na Amazônia

Segundo estudo, manutenção  de  remanescentes  de  vegetação nativa   transcende uma discussão puramente ambientalista e ecológica


A redução das atuais Reservas Legais (RLs) na Amazônia, como prevê o substitutivo do Código Florestal de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB), vai aumentar ainda mais os riscos de extinção de espécies da biodiversidade dos biomas brasileiros, especialmente na Amazônia.

 Na Amazônia Legal, em função dos Zoneamentos Ecológicos-Econômicos (ZEE) de cada Estado, a redução das Reservas Legais de 80% para 50% também vai incentivar e aumentar o desmatamento da região

Estas duas observações fazem parte do estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Grupo de Trabalho do Código Florestal formado por cientistas vinculados à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira da Ciência (ABC). A íntegra do estudo já está disponível no site da SBPC, www.sbpcnet.org.br.


 No Amazonas, o ZEE está em fase de finalização da calha do Purus, mas não está definido se vai haver redução da RLs no Estado, segundo informações da assessoria Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).
Na calha do Purus estão os municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá, Beruri e Anorí.
Consenso
Segundo informações da Agência Câmara, a presidente da SBPC, Helena Nader, defendeu o adiamento por até dois anos da votação do substitutivo.
Helena Nader espera que neste prazo seja possível incorporar as contribuições dos cientistas ao texto. Na opinião de Helena, seria possível neste prazo “propor uma lei moderna e não uma que já se sabe estar errada”.
Segundo informações da assessoria de comunicação da SBPC, o resultado do Grupo de Trabalho seria entregue ainda nesta segunda-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maria, ao ministro da agricultura, Wagner Rossi, e ao relator do substitutivo, Aldo Rebelo.
Exemplares do documento também serão entregues aos ministros da Casa Civil, do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia, da Educação e da Integração Nacional.
Em declaração aos jornalistas, segundo a Agência Câmara, Marco Maia afirmou que "se houver consenso entre os líderes para o adiamento da data, a Presidência não vai se opor. Mas, por enquanto, está mantida a votação para o dia 3 ou 4 de maio.”
Relevância
Um dos consensos apresentado no estudo é que a manutenção das Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo das margens de rio e corpos d’água, de topos de morros e de encostas com declividade superior a 30 graus, bem como a conservação das áreas de Reserva Legal (RL) nos diferentes biomas são de fundamental importância para a conservação da biodiversidade brasileira.
Os cientistas destacam que o descumprimento do atual Código Florestal vigente no que tange às APPs e RLs é um dos principais fatores responsáveis pelo contínuo aumento no número de espécies brasileiras vulneráveis e ameaçadas de extinção nas listas atualizadas periodicamente pelas sociedades científcas e adotadas pelos órgãos e instituições da área ambiental.
No estudo, o grupo de trabalho enfatiza que o entendimento da  importância da manutenção de  áreas naturais  como APPs  e RLs na propriedade rural é fundamental, já que existe a concepção errônea de que as áreas com vegetação nativa representam áreas não produtivas, de custo adicional, sem nenhum retorno ao produtor.
Segundo os cientistas, estas áreas são fundamentais para manter a produtividade em sistemas agropecuários, tendo em vista sua infuência direta na produção e conservação da água, da biodiversidade, do solo, na manutenção de abrigo para agentes polinizadores, para dispersores e para inimigos naturais de pragas das próprias culturas da propriedade.
“Portanto,  a manutenção  de  remanescentes  de  vegetação  nativa  nas  propriedades  e  na  paisagem transcende uma discussão puramente ambientalista e ecológica, vislumbrando-se, além do seu potencial econômico, a sustentabilidade da atividade agropecuária”, diz o trecho.
O estudo da SPBC e da ABC também faz um balanço sobre a evolução da agricultura no país como a legislação ambiental foi aplicada durante as últimas décadas. Em alguns casos, propõe alternativas para situações questionadas pelos pesquisadores.
No livro, os cientistas também se mostraram preocupados com situações em áreas de risco em áreas urbanas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

desmatamento indireto causado por Belo Monte pode passar de 5 mil km²

Estudo encomendado pelo Ibama identificou o desmatamento que a usina de Belo Monte pode causar, caso não sejam propostas medidas de controle.  Aumento da população seria a principal causa desse desmatamento

Bruno Calixto
Para construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, a empresa Norte Energia terá que desmatar 500 km2 da floresta amazônica.  Mas uma obra desse porte modifica a dinâmica econômica na região, e pode estimular mais desmatamentos.
Uma das condicionantes impostas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na licença prévia de Belo Monte é um estudo para avaliar e mitigar esse impacto indireto que a usina pode causar.  Para entender melhor a questão, o site Amazonia.org.br conversou com um dos pesquisadores do estudo, Paulo Barreto, do Imazon.
Barreto explica que o desmatamento indireto causado por Belo Monte, nos próximos 20 anos, pode ser de 800 km2, em um cenário mais otimista, e até 5.316 km2, em um cenário de forte desmatamento, como o registrado no ano de 2005.

Para controlar o desmate, o estudo sugere a criação de várias unidades de conservação, além de aumentar a fiscalização e punição de crimes ambientais.

Veja o documento na íntegra

Confira a entrevista.

Amazonia.org.br - Como podemos definir "desmatamento indireto"?


Paulo Barreto - Um investimento de grande porte tende a estimular imigração e aumenta a circulação de capital localmente.  Estes dois fatores tendem a estimular a demanda por produtos agropecuários, que por sua vez estimula o desmatamento.  Ou seja, é um estímulo indireto.  Esse desmatamento não contabiliza a área desmatada diretamente para a instalação da obra, como a área do reservatório e dos canteiros de obras.

Amazonia.org.br - O estudo apresenta diferentes cenários, em que o desmatamento varia de 800 km2 para até 5.316 km2.  Você poderia explicar a diferença entre esses cenários?


Barreto - A partir de análises históricas selecionamos duas variáveis que poderiam afetar a taxa de desmatamento.  Primeiro, os dados históricos mostram que o aumento da população aumenta o desmatamento.  Segundo, o histórico também mostrou que a influência da população pode ser atenuada conforme a intensidade da fiscalização.  Para projetar a taxa futura, consideramos então dois níveis de imigração (74 mil e 96 mil pessoas) e duas tendências de taxas de desmatamento influenciadas pela fiscalização.  Assim, chegamos a quatro cenários com o projeto.  Depois comparamos estas projeções no cenário sem o projeto - ou seja, com o crescimento da população sem intensa imigração e as duas tendências de taxa de desmatamento.

Combinando a tendência do desmatamento mais baixa do período 2006-2009 com as projeções de população com o projeto, projetamos que seriam desmatados em torno de 800 km2 adicionais em 20 anos.  Já considerando a tendência do desmatamento mais elevada do período 2000-2005, projetamos que seriam desmatados de 4.408 km2 a 5.316 km2 adicionais, dependendo do nível de imigração.  Isso se o governo e a empresa não tomarem medidas concretas para controlar.

Amazonia.org.br - A principal mudança para estimular o desmatamento na região seria a imigração?


Barreto - Sim, neste caso.  Em outros casos a abertura de estradas pode também estimular o desmatamento; mas neste projeto a região em torno do projeto já tem uma rede densa de estradas.
Amazonia.org.br - Quais são as medidas que governo e empresa devem tomar para evitar esse desmatamento?


Barreto - Apontamos que para mitigar seria necessário criar várias Unidades de Conservação e aumentar fortemente a fiscalização e punição de crimes ambientais.  Por exemplo, estimamos que seria necessário dobrar o número de imóveis ilegais embargados e triplicar o valor de multas emitidas para manter a taxa de desmatamento pelo menos igual à situação sem o projeto.  Portanto, para evitar o desmatamento seria necessário uma ação muito efetiva e ampla tanto da empresa quanto do governo.

Antarctic ozone hole affecting weather in tropics, new study says

The hole in the ozone layer over Antarctica is affecting weather patterns across the entire Southern Hemisphere, according to a new scientific study.

                              NASA satellites recorded an 11.5 million square-mile hole in the ozone over Antarctica in 2000

The findings published by researchers from Columbia University's School of Engineering and Applied Science is, they say, the first to demonstrate how ozone depletion in the polar region influences tropical circulation and increases rainfall at lower latitudes.

"It's really amazing that the ozone hole, located so high up in the atmosphere over Antarctica, can have an impact all the way to the tropics and affect rainfall there -- it's just like a domino effect," said lead author of the paper, Sarah Kang.

Using state-of-the-art climate models -- created by the Canadian Center for Climate Modeling and Analysis at the University of Victoria, British Columbia -- Kang and co-author Lorenzo Polvani (a research scientist at the LamontDoherty Earth Observatory) 

calculated atmospheric changes produced by creating an ozone hole and then compared these with observed changes over the last few decades.
The close correlation between the climate model and the observed changes led Kang and Polvani to conclude that the hole in the Antarctic ozone -- first discovered by scientists in the mid-1980s -- to be the likely cause of the atmospheric changes in the Southern Hemisphere.

 Located in the Earth's stratosphere, the ozone absorbs much of the Sun's harmful ultraviolet rays. But widespread use of manmade compounds containing chlorofluorocarbons (CFCs) during the second half of the 20th century damaged the protective layer, scientists say.

But since the Montreal Protocol -- an international treaty to protect the ozone layer -- entered into force in 1989 global CFC production has been phased out resulting in the halting of ozone depletion.
In 2000, NASA satellites observed a record 11.5 million square-mile (18.5 million square kilometers) hole in the Antarctic ozone layer. In 2010 that had fallen to 8.5 million square miles (13.7 million square miles).

Many scientists expect the ozone layer to repair itself completely by the middle of this century.

"While the ozone hole has been considered as a solved problem, we're now finding it has caused a great deal of the climate change that's been observed," Polvani said in a statement.
The study has important implications for the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) who didn't even mention the ozone hole in their last summary for policymakers, Polvani says.

"We show in this study that it has large and far-reaching impacts. The ozone hole is a big player in the climate system!"
Ozone researcher Markus Rex, who was involved in the recent report detailing record depletion of the Arctic ozone layer, welcomed the new study.

Ozone depletion over Arctic 'unprecedented' this winter
"Previous studies have noted that the ozone hole for example has led to higher wind speeds in southern latitudes increasing storm intensity," Rex, an atmospheric physicist from the Alfred Wegener Institute in Germany, said.

"This new aspect linking the dynamical changes that far north at the subtropics and rainfall patterns is really interesting and important I think."







Antarctic ozone hole affecting weather in tropics, new study says

The hole in the ozone layer over Antarctica is affecting weather patterns across the entire Southern Hemisphere, according to a new scientific study.
                              NASA satellites recorded an 11.5 million square-mile hole in the ozone over Antarctica in 2000

The findings published by researchers from Columbia University's School of Engineering and Applied Science is, they say, the first to demonstrate how ozone depletion in the polar region influences tropical circulation and increases rainfall at lower latitudes.

"It's really amazing that the ozone hole, located so high up in the atmosphere over Antarctica, can have an impact all the way to the tropics and affect rainfall there -- it's just like a domino effect," said lead author of the paper, Sarah Kang.

Using state-of-the-art climate models -- created by the Canadian Center for Climate Modeling and Analysis at the University of Victoria, British Columbia -- Kang and co-author Lorenzo Polvani (a research scientist at the LamontDoherty Earth Observatory) 

calculated atmospheric changes produced by creating an ozone hole and then compared these with observed changes over the last few decades.
The close correlation between the climate model and the observed changes led Kang and Polvani to conclude that the hole in the Antarctic ozone -- first discovered by scientists in the mid-1980s -- to be the likely cause of the atmospheric changes in the Southern Hemisphere.

 Located in the Earth's stratosphere, the ozone absorbs much of the Sun's harmful ultraviolet rays. But widespread use of manmade compounds containing chlorofluorocarbons (CFCs) during the second half of the 20th century damaged the protective layer, scientists say.

But since the Montreal Protocol -- an international treaty to protect the ozone layer -- entered into force in 1989 global CFC production has been phased out resulting in the halting of ozone depletion.
In 2000, NASA satellites observed a record 11.5 million square-mile (18.5 million square kilometers) hole in the Antarctic ozone layer. In 2010 that had fallen to 8.5 million square miles (13.7 million square miles).

Many scientists expect the ozone layer to repair itself completely by the middle of this century.

"While the ozone hole has been considered as a solved problem, we're now finding it has caused a great deal of the climate change that's been observed," Polvani said in a statement.
The study has important implications for the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) who didn't even mention the ozone hole in their last summary for policymakers, Polvani says.

"We show in this study that it has large and far-reaching impacts. The ozone hole is a big player in the climate system!"
Ozone researcher Markus Rex, who was involved in the recent report detailing record depletion of the Arctic ozone layer, welcomed the new study.

Ozone depletion over Arctic 'unprecedented' this winter
"Previous studies have noted that the ozone hole for example has led to higher wind speeds in southern latitudes increasing storm intensity," Rex, an atmospheric physicist from the Alfred Wegener Institute in Germany, said.

"This new aspect linking the dynamical changes that far north at the subtropics and rainfall patterns is really interesting and important I think."







Ministro analfabeto ambiental critica ambientalistas

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, criticou nesta quarta-feira entidades ambientalistas que, em meio ao debate sobre a aprovação de um novo Código Florestal, tentam inviabilizar o agronegócio. 

"Os ambientalistas, que estão associados a entidades de países que destruíram seu meio ambiente e acabaram com recursos naturais, não podem criar normas que inviabilize o setor econômico mais importante do País", disse o ministro, que participou do Dia do Diplomata no Palácio do Itamaraty.



Chuvas em excesso causa apodrecimento nos alimentos. Chuva de menos, não se produz, as árvores é o controle das chuvas.

Sem citar nenhuma entidade, Rossi afirmou que os atuais críticos do Código Florestal, cujo texto pode ser votado no início de maio, "são lideranças superadas, antigas, com visão equivocada".

"(O texto) já está pronto e vai ser voltado. Para desagrado de radicais de todos os lados, a construção competente do consenso foi feita tanto por blocos parlamentares que apoiam a agricultura, como os que apoiam o meio ambiente. Tem gente que vive do conflito nessas áreas.

São as únicas pessoas que estão desagradadas com o consenso conseguido. Não há a menor hipótese de alguém se sentir frustrado com o que vai ser o texto final. Ele acolhe grandemente os interesses da agricultura sem ofender em nada o meio ambiente", disse. "São lideranças superadas, antigas, com visão equivocada", resumiu.

Entre os pontos mais polêmicos na proposta do novo Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo (Partido comunista de SP), estão a flexibilização da regra que hoje define o que é uma área de preservação permanente (APP), o fim da obrigação de determinadas propriedades de recompor áreas desmatadas de mata nativa e a anistia as multas aplicadas a proprietários rurais que desmataram até julho de 2008.





Ambientalista diz: visão equivocada é pessoas que ainda vivem no passado como este deputado que não pensa no futuro do país e muito menos se preocupa com a saúde das pessoas, o que ele deseja com suas emendas e remendas é apenas aparecer.

Lembrando que estamos no dia 20 de Abril de 2011 a maioria das cidades de São Paulo com um calor de quase 40 graus em pleno outono. O aquecimento global é uma realidade confirmada por 270 cientistas renomados mundiais, até uma criança sabe que sem árvores o desequilíbrio do clima é fatal.

O "governo" comunista que ai esta, já transformou o Brasil em um caos ambiental desmatando mais de 30% de nossas florestas, com isso trouxe tornados, enchentes e um prejuízo de trilhões de reais além de milhares de vidas perdidas. O nosso verão era motivo de alegria, agora é motivo de terror e destruição.

A população não sabe que mais de 1.500 municípios brasileiros já entraram em estado de desertificação, ou seja, estão se transformando em deserto. Deserto não se planta e muito menos possui água... A população também não sabe que a agricultura já colhe um prejuízo de 40% devido a irresponsabilidade deste desgoverno em fomentar a extinção de todo ecossistema do Brasil.

Um governo corrupto não alerta a população dos perigos, apenas faz o que o povo gosta, promessas infundadas.

O que deseja este analfabeto ambiental é apenas ganhar votos, pois sabe que a maioria do povo ainda desconhece o futuro que os aguarda...



PAC reduziu reconhecimento de Terras Indígenas da Amazônia

Obras do PAC reduziram reconhecimento de Terras Indígenas da Amazônia

A partir de 2007, no segundo mandato de Lula, houve desaceleração no processo de reconhecimento de terras indígenas

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007 pelo governo federal, é uma das principais causas da desaceleração do reconhecimento das Terras Indígenas na Amazônia.
A constatação encontra-se na publicação “Áreas Protegidas na Amazônia Brasileira, avanços e desafios”, produzida pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e  Instituto Sociambiental.
Segundo o estudo, as TIs em processo de reconhecimento, ou aquelas que não entraram no processo de  reconhecimento,  localizam-se em áreas mais povoadas ou estão sob forte influência de projetos de infraestrutura planejados.
O lançamento das obras do PAC também deu um questionado legado ao governo de Luiz Inácio da Silva e que pode se prorrogar no governo de Dilma Roussef: o de ser a gestão que menos reconheceu terras indígenas na Amazônia desde a Constituição de 1988 proporcionalmente ao tempo que ficou no governo.
Até mesmo no curto período em que ficou no governo, Fernando Collor homologou 75 Terras Indígenas. 
O governo Lula homologou, nas suas duas gestões, 73 Terras Indígenas na Amazônia. Foram 50 no primeiro mandato e apenas 13 no segundo, uma redução acentuada, segundo destaca o estudo.
Entre janeiro  de  1995  e  dezembro  de 2002, o governo Fernando Henrique Cardoso promoveu  a maior  expansão  de  TIs  na Amazônia Legal. Foram homologadas 103 TIs.
Em 2007, apenas  três TIs  tiveram decreto homologatório. Em 2008, somente a TI Baú foi homologada.
O estudo observa que, em 2009, embalado pelos compromissos  assumidos  na  15ª Conferência  das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças  Climáticas  (COP15),  realizada  em Copenhague, na Dinamarca, o presidente Lula homologou oito  TIs  na Amazônia.
E, em 2010, apenas em dezembro, homologou somente uma, a TI Apurinã do Igarapé Mucuim, no Amazonas.
Saiba quais foram as Terras Indígenas homologadas na Amazônia Legal,  por período presidencial, a partir de 1985:

José Sarney (15/03/85 a 15/03/90) - 53 TIs - 144.428 km2
Fernando Collor (16/03/90 a 02/10/92)-  75 TIs - 261.189 km2
Itamar Franco (03/10/92 a 31/12/94) - 10 TIs 54.997 km2
Fernando Henrique Cardoso (01/01/95 a 31/12/98) - 85 TIs - 314.061 - km2
Fernando Henrique Cardoso (01/01/99 a 31/12/02) - 18 TIs - 96.369 - km2
Luiz Inácio Lula da Silva (01/01/03 a 31/12/06) - 50 TIs - 108.472 - km2
Luiz Inácio Lula da Silva (01/01/07 a 31/12/10) - 13 TIs - 76.901 - km2